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Perfil epidemiológico da dengue no Brasil entre os anos de 2010 à 2019 / Epidemiological profile of dengue in Brazil between 2010 and 2019

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2021

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Abstract

A dengue é uma doença negligenciada, sendo a arbovirose mais prevalente em todo o mundo, atingindo mais de 100 países tropicais e subtropicais. Trata-se de uma doença sistêmica sazonal, de caráter infeccioso, agudo e febril, transmitida aos humanos pelas fêmeas infectadas dos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Analisar e caracterizar por meio de buscas de dados, o perfil epidemiológico dos casos confirmados de Dengue ocorridos no Brasil entre os anos de 2009 à 2019. Trata-se de uma análise quantitativa, descritiva e transversal, apresentando o relato do número de casos confirmados da dengue no Brasil, juntamente com a descrição de variáveis sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas em um recorte temporal de dez anos (2010 a 2019). Os dados foram obtidos no portal do Departamento de informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) sendo considerados somente os casos confirmados de dengue no território nacional. Os dados foram tabulados no Bioestat 5.3 gerando-se as tabelas e se realizou a análise descritiva e o teste do Qui-quadrado de Pearson ao nível de significância de 5% (p<0,05). Dentre os resultados avaliados pode-se constatar que foram notificados 9.559.582 casos de dengue no Brasil, destacando-se o ano de 2015 com 1.697.801 casos, a prevalência para esse recorte temporal de dez anos (2010 à 2019) deu-se no sexo feminino (55,7%), quanto a raça os “ignorados” tiveram um maior índice (37%), destacando-se com a faixa etária mais acometida pessoas de 20 à 39 anos (38,7%), quando se trata da escolaridade o número de “ignorados” também obteve o maior índice (57,3%), sendo as pessoas da zona urbana as mais acometidas com essa arbovirose (86,2%). Na variável clínica destaca-se clínico-epidemiológico (51%) para o critério de confirmação. Devido ao grande número de casos dessa patologia que pode ser controlada com o auxílio de medidas preventivas como o uso de repelentes e não deixar água parada, pode-se observar a necessidade de políticas públicas nesse quesito, bem como, a necessidade da melhoria de órgãos epidemiológicos dos municípios e também investimentos em saúde para tratamento dos pacientes infectados.